As necessidades e os comportamentos desafiantes das crianças

Por detrás de um comportamento, existe sempre uma necessidade. E isto aplica-se a todos nós, sejamos pequenos ou graúdos, não é verdade?

Ora pensemos em conjunto: quando estamos num jantar e ninguém nos parece estar a escutar, mais alto queremos falar ou mais inibidos acabamos por ficar; quando fazemos algo de coração, mas as pessoas que nos são mais importantes não valorizam, ficamos magoados e podemos querer não fazer mais nada por elas, armando-nos em “rebeldes”. Estão a reconhecer aqui os comportamentos que temos com base nas necessidades que sentimos? Pois bem, as crianças são iguais.

Plano maléfico ou não ?

Não, as crianças não andam acordadas de noite a pensar na próxima resposta torta que nos vão dar; não estão constantemente a querer chatear-nos ou magoar-nos. Só estão mesmo com dificuldade em identificar com clareza e comunicar aquilo que sentem e necessitam. E contam connosco, adultos, para aprender a fazê-lo!

Para vos dar uma luz sobre as necessidades associadas a alguns dos comportamentos mais desafiantes das crianças, partilho o seguinte quadro:

COMPORTAMENTOS

NECESSIDADES

“É uma criança muito chatinha. Está sempre a reclamar e a choramingar! “

A criança procura sentir que tem algum poder e que é capaz de fazer algo.

“É uma criança controladora e muito mandona! “

É uma criança preocupada sobre a satisfação das suas próprias necessidades. É preciso dar-lhe segurança de que as suas necessidades serão respeitadas e atendidas!

“É tão competitivo em tudo: seja para comer, para fazer os trabalhos de casa, jogar um jogo…tudo!”

A necessidade de se sentir ligado e valorizado pela pessoa que é, é fundamental para esta criança.

Nunca me ouve!

Certamente, a criança não sente que os seus próprios desejos sejam, pelo menos, escutados! (Não significam que tenham de ser sempre concretizados.)

Não tem respeito por mim!

A criança poderá não se sentir ligada ao adulto. É importante, estabelecer uma ligação empática com a criança para que exista o respeito mútuo.

Não se esqueçam: saber escutar, criar ligação e comunicar pela positiva são chaves-fundamentais para contornar alguns destes comportamentos. Também assim se ensina a criança a identificar as suas emoções e necessidades e a adequar o seu comportamento de forma autónoma e bem mais produtiva!

Espero que gostem!

Blog Mais q’ Especial

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Psicomotricista, apaixonada por conhecer e partilhar. Autora do blog 'Mais q'Especial'.

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Beatriz Pereira

Psicomotricista, apaixonada por conhecer e partilhar. Autora do blog ‘Mais q’Especial’.

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