Como resolvi o meu dia do Pai!

Já conto com 26 anos – uma flor fresca e nova eu sei! – no entanto, pelo menos 26 dias do Pai eu já posso dizer que vivi. E digamos que dito desta forma, parece uma carrada de dias!

Nem todos os dias do Pai foram vividos da mesma forma ou sequer como é suposto! Aliás, há 26 anos que nunca vivi o Dia do Pai como deve ser vivido: juntos!

Cresci com o meu pai longe de mim e até virar uma “aspirante a adulta” (juro que não era uma adolescente irritante mas vivia confiante de que já era quase uma senhora com 12 anos) pouco contactei com o meu pai neste dia. No entanto, não era por isso que deixava de pensar em como estaria ele neste dia, como seria este seu dia, se pensaria em mim, em nós…acho que dava por mim a pensar mais sobre ele por saber que o dia não estava a ser vivido como seria de esperar ou como gostaríamos – como o nosso dia juntos! – do que propriamente pela celebração em si.

Talvez por isso, decidi que tinha de criar o meu dia do Pai. Melhor: os dias do Pai.

Desde aí, sempre que conseguimos afastar o mar de nós os dois, faço questão de viver cada momento como se fosse o dia de celebrar o meu Pai. O meu herói…!

Tal como a maioria das meninas e senhoras, eu vejo o meu pai como um herói. Mas acreditem ele é mesmo um herói, é mesmo o meu herói Mais q’ Especial! Soube esperar por mim, respeitar o tempo em que a distância era mais do que a de espaço físico. É o meu grande amigo, o maior inteligente desastrado que conheço, o melhor comediante, o melhor a cozinhar atum na churrasqueira, o meu companheiro de queijo fresco com massa malagueta (recordo que sou açoriana!), é o único ser humano que conheço que é capaz de parecer uma orquestra a dormir, e é também aquele que, até hoje, disse as palavras mais especiais que guardo no meu coração.

Talvez por termos tido sempre o mar entre nós, para mim, quando estou com ele é sempre dia do Pai. Dia de comemorar e de estar com aquele que é para mim o meu herói, dia de aproveitar a conhecê-lo melhor ainda, de criarmos memórias que até, então, a distância não nos deixou criar! <3

Quem tem o pai longe e o valoriza, sabe que saboreia os poucos momentos que tem com ele ao milissegundo. São nesses milissegundos que se recupera o que a distância afasta e o tempo que passa. E, acreditem, estes milissegundos são vividos a rigor por mim!!

Podia ficar nostálgica como ficava em pequenina com este dia pois, na verdade, o único espaço em que estamos juntos no dia do Pai, é no coração. Mas não faz mal, porque depois terei muitos mais dias do Pai❣ ….e verdade seja dita: o mais importante mesmo é termos o nosso pai no nosso coração e sabermos que estamos sempre no coração dele (E disso eu já tenho a certeza!)

Feliz dia do Pai a todos os que amam, cuidam, brincam e acompanham – seja longe ou pertinho- os seus filhos com o coração!

Blog Mais q’ Especial

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Psicomotricista, apaixonada por conhecer e partilhar. Autora do blog 'Mais q'Especial'.

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Beatriz Pereira

Psicomotricista, apaixonada por conhecer e partilhar. Autora do blog ‘Mais q’Especial’.

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